Busco por buscar, sem propósito, sem motivação, apenas pelo fato de continuar caminhando, de continuar e continuar, até chegar a um limite.
Um limite, um limite do qual desconheço, do qual não sei explicar, mas alcancei ele.
Parece que o que era sólido e concreto, ficou mole, líquido, como água que corre entre os dedos e não fica em sua mão, como se isso apenas fosse apenas areia que continua caminhar junto com o vento.
Esse salto ao desconhecido, essa busca por lembranças, esses erros cometidos, todos eles se chocam com a mentira de ser realidade, de ser algo bom. Apenas escuto o som de uma voz ao longe, persistindo em minha mente, o som de algo que parece barulho, que parece melodia, que parece qualquer coisa que não se parece com nada, apenas é complexo, apenas é preenchido com um espaço em branco, pronto a ser novamente reescrito, rabiscado, apagado, e jogado fora.
" O que você me pede eu não posso fazer / Assim você me perde e eu perco você / Como um barco perde o rumo / Como uma árvore no outono perde a cor / Diga a verdade, doa a quem doer / Todos os dias eu venho ao mesmo lugar / Às vezes fica longe e impossível de encontrar / Na verdade nada / É uma palavra esperando tradução / Já era tarde, era quase dia / Era o princípio num precipício ♫ '' Piano Bar - engenheiros do hawaii
Que se jogue, pule, e tente voar pra salvar sua própria consciência.