quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Porque chegar a um final por agora ainda não é preciso

Não sei dizer em qual estado ando, em qual momento robótico me encontro, em qual programação devo seguir. Sei que não sou mais aquilo que era antes, que não sei distinguir o que distinguia, as palavras me fogem, apenas fica um vazio, algo desértico.
Busco por buscar, sem propósito, sem motivação, apenas pelo fato de continuar caminhando, de continuar e continuar, até chegar a um limite.
Um limite, um limite do qual desconheço, do qual não sei explicar, mas alcancei ele.
Parece que o que era sólido e concreto, ficou mole, líquido, como água que corre entre os dedos e não fica em sua mão, como se isso apenas fosse apenas areia que continua caminhar junto com o vento.
Esse salto ao desconhecido, essa busca por lembranças, esses erros cometidos, todos eles se chocam com a mentira de ser realidade, de ser algo bom. Apenas escuto o som de uma voz ao longe, persistindo em minha mente, o som de algo que parece barulho, que parece melodia, que parece qualquer coisa que não se parece com nada, apenas é complexo, apenas é preenchido com um espaço em branco, pronto a ser novamente reescrito, rabiscado, apagado, e jogado fora.

" O que você me pede eu não posso fazer / Assim você me perde e eu perco você / Como um barco perde o rumo / Como uma árvore no outono perde a cor / Diga a verdade, doa a quem doer / Todos os dias eu venho ao mesmo lugar / Às vezes fica longe e impossível de encontrar / Na verdade nada / É uma palavra esperando tradução / Já era tarde, era quase dia / Era o princípio num precipício ♫ '' Piano Bar - engenheiros do hawaii

Que se jogue, pule, e tente voar pra salvar sua própria consciência.