Me torno o que é preciso, me mudo, me adapto, me camuflo.
Não sou quem deveria ser, mas quem preciso me tornar para o necessário, apenas uma peça desse xadrez que pode ser sacrificado quando preciso. Quis ser quem te salva, quis ser esperança quando havia desistido, quis ser o melhor que podia ser quando não havia mais saída.
Esqueci de querer o que era pra mim, pra fazer o que poderia servir a você.
Não sei como me descrevem, o que dizem, e o que pensam. Tenho medo de acabar errando nas escolhas, medo de ser a decepção em seus olhos, decepção da qual vi e senti, da qual fui julgada sem culpa, da qual não há advogado e nem juiz, apenas a sentença que devo cumprir é a sentença da qual devo acreditar que não há culpados e sim escolhas que nós levam a vários caminhos.
Apenas resgatar o resto que ficou, mas do que adianta se desse resto já foi corroído?
É dessas palavras, essa impotência, essa escolha que não sei se é certa ou errada, desse sentimento que restou.