Minhas mãos com o tempo se enrugaram, minha pele ficou flácida, meu rosto não tão jovial como antes carrega recordações que no olhar elas se perdem. A idade vem avançando, mas isso não me assusta. Temo a cada dia que passa o medo da morte, não da morte em si, mas de deixar tanta dor nesse mundo que passamos a viver por um tempo, sei que na passada há um novo caminho a seguir, mas temo ficar presa aqui ao não saber ao certo o caminho que devo seguir. Essa passagem me assusta, afinal o novo e o inesperado assustam.