domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sem data de ida e nem de volta.

Ando precisando fazer aquela faxina, jogar o que é do passado fora, limpar a poeira que ainda deixa vestígios, jogar água em tudo. Que transborde e clareie esse espaço contido. Passar um pano novo e limpo, abrir a porta para algo novo.
Limpeza da casa, da minha morada, do meu ser. Limpeza da vida, limpeza que se faz com o tempo, limpeza que se precisa ter. Essa poeira se aspira, essa sujeira se limpa, joga essa água que transborda e transforma em um novo ser.
Condição climática, nem sol e nem chuva, arco-íris sem final, uma ponte pra novos rumos, um barco em busca de um tesouro perdido, um capitão, sua tripulação e nenhuma caminho. Caminho se descobre com o tempo, sem rota, sem planejar um novo rumo. Deixe que leve o tempo que for preciso, deixe que leve para um novo lugar, deixe que leve essa poeira até tudo se acalmar.
Joga a corda, limpe o convés, chame uma nova tripulação, embarcar nessa nova jornada, sem rumo e sem previsão. Sem data de ida e nem de volta, sem ter medo do desconhecido, sem ter medo do que era conhecido. Uma oportunidade, me tire para longe daqui, uma nova idéia para tudo se expandir.
Limpeza da casa, limpeza da minha morada, do meu ser. Limpeza que se precisa ter.